
Um episódio mais bonitinho que o outro.
Spoilers Abaixo:
Não consigo começar o texto de outro jeito. Switched at Birth é um alívio no meio de tantas porcarias dessa Summer Season. Uma série leve que não te promete mundos e fundos, mas cumpre bem aquilo que se propõem a fazer.
Se formos analisar, o episódio todo girou em torno da festa de arrecadação de fundos para a escola dos riquinhos, mas tantas coisas aconteceram no decorrer desse evento que tenho muito a falar. Todas as novidades se dão em nível emocional. Aqui, ninguém precisa fazer mil e um malabarismos de cenário. Estão investindo na história e nos dramas das meninas e das famílias. Até aqui, um trabalho crescente em qualidade.
Chegamos ao momento em que Bay e Daphne começam a entrar em conflito. Antes, cada uma seguia seu rumo separadamente, na medida do possível, é claro. Agora, não há mais como escapar. Bay se sente invadida e conquistada. Daphne chegou, roubou as atenções de sua família e até seu namorado e essa intromissão toda foi recebida com certa agressividade.
Não condeno Bay. A situação dela me parece a mais difícil. Nem de longe ela sente a mesma receptividade de Regina e pelo fato dos pais serem ricos e conhecidos, Daphne acaba virando o centro das atenções de todos.
Além do mais, conhecemos o lado teimoso de Daphne. Ela não está nem aí para Bay, na verdade, e só tomou a atitude que tomou com Liam por ter sido recriminada diversas vezes. Tivesse Daphne a aprovação de Regina e de outros, ela continuaria fazendo tudo sem nem pensar. Por outro lado, acho que Bay se apegou a tentar obrigar Daphne a terminar com Liam como vingancinha besta. Nessa história ninguém está completamente com a razão, até porque, Bay gosta é de Ty e já superou Liam, desde o episódio Piloto, diga-se de passagem.
Aos poucos, também vai se desenvolvendo a relação de Kathryn e John com Regina. A situação deles é tão estranha que a melhor atitude mesmo é fazer piadas e mostrar que as pessoas podem fazer perguntas.
Legal ver que Toby ganhou uns minutinhos a mais de tela. Ele ainda não tem importância alguma na série, mas o lance da banda foi muito bom. Emmett, que também apareceu bem pouco até aqui, foi muito bem utilizado para destruir mais um preconceito em relação aos surdos. Vê-lo destruir na bateria, seja de verdade ou apenas atuação, acabou funcionando muito bem. Da mesma forma, mostraram bem a reação das pessoas ao descobrir a deficiência. Reações como a daquela garota são bem comuns, talvez até pela falta de entendimento da coisa.