Switched at Birth – 1×04: Dance Amongst Daggers

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Um episódio mais bonitinho que o outro.

Spoilers Abaixo:

Não consigo começar o texto de outro jeito. Switched at Birth é um alívio no meio de tantas porcarias dessa Summer Season. Uma série leve que não te promete mundos e fundos, mas cumpre bem aquilo que se propõem a fazer.

Se formos analisar, o episódio todo girou em torno da festa de arrecadação de fundos para a escola dos riquinhos, mas tantas coisas aconteceram no decorrer desse evento que tenho muito a falar. Todas as novidades se dão em nível emocional. Aqui, ninguém precisa fazer mil e um malabarismos de cenário. Estão investindo na história e nos dramas das meninas e das famílias. Até aqui, um trabalho crescente em qualidade.

Chegamos ao momento em que Bay e Daphne começam a entrar em conflito. Antes, cada uma seguia seu rumo separadamente, na medida do possível, é claro. Agora, não há mais como escapar. Bay se sente invadida e conquistada. Daphne chegou, roubou as atenções de sua família e até seu namorado e essa intromissão toda foi recebida com certa agressividade.

Não condeno Bay. A situação dela me parece a mais difícil. Nem de longe ela sente a mesma receptividade de Regina e pelo fato dos pais serem ricos e conhecidos, Daphne acaba virando o centro das atenções de todos.

Além do mais, conhecemos o lado teimoso de Daphne. Ela não está nem aí para Bay, na verdade, e só tomou a atitude que tomou com Liam por ter sido recriminada diversas vezes. Tivesse Daphne a aprovação de Regina e de outros, ela continuaria fazendo tudo sem nem pensar. Por outro lado, acho que Bay se apegou a tentar obrigar Daphne a terminar com Liam como vingancinha besta. Nessa história ninguém está completamente com a razão, até porque, Bay gosta é de Ty e já superou Liam, desde o episódio Piloto, diga-se de passagem.

Aos poucos, também vai se desenvolvendo a relação de Kathryn e John com Regina. A situação deles é tão estranha que a melhor atitude mesmo é fazer piadas e mostrar que as pessoas podem fazer perguntas.

Legal ver que Toby ganhou uns minutinhos a mais de tela. Ele ainda não tem importância alguma na série, mas o lance da banda foi muito bom. Emmett, que também apareceu bem pouco até aqui, foi muito bem utilizado para destruir mais um preconceito em relação aos surdos. Vê-lo destruir na bateria, seja de verdade ou apenas atuação, acabou funcionando muito bem. Da mesma forma, mostraram bem a reação das pessoas ao descobrir a deficiência. Reações como a daquela garota são bem comuns, talvez até pela falta de entendimento da coisa.

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  • Ana

    Bay já era chata e irritante, mas suportável ate fofinha, mas agora esta intragável, cada cena dela para mim é dispensável, tudo bem……………… teve o mundo dela, invadido, mas ela nao faz esforço nenhum para aceitar e entender os outros. Sempre um drama. Espero que o Ty de um pé na bunda dela. aff

  • http://pensamentosolto.wordpress.com Rodrigo

    O principal motivo que me faz assistir Switched é justamente esse enfoque na quebra de preconceitos contra a surdez. Tá certo, tem uma história interessante e gostosa de ver, mas acho que é apenas o pano de fundo para o tema da surdez.

    E esse assunto me interessa por eu ser surdo também. Atualmente, faço uso de Implante Coclear (já mencionado no segundo episódio, se não me engano), e ele não é milagroso, se eu tirar o aparelho externo deixo de ouvir, por exemplo.

    E muitas das situações mostradas na série são reais mesmo. Nesse episódio mesmo, o Emmet. Assim como o personagem, eu também toco instrumentos musicais, e já ouvi muitas vezes as pessoas ficarem espantadas: “mas como você consegue tocar algum instrumento sendo surdo?”

    Quanto as pessoas perguntam isso eu simplesmente mostro que consigo tocar mesmo. Como foi dito no episódio, não é porque a pessoa não ouve que não percebe a música. Som é vibração, e cada tipo de nota, cada tipo de instrumento, possuem vibrações diferentes.

    Outra coisa mostrada no episódio e que também me incomoda é as pessoas desistirem de conversar quando expresso que sou surdo e preciso ler os lábios. Alguns simplesmente desistem de continuar falando, de repetir o que foi dito.

    É interessante que essa série quebre mitos sobre a surdez realmente. E juntando isso à uma trama gostosa para se passar o tempo, vale a pena continuar assistindo.

    Aproveitando, vocês sabem informar se os atores que fazem a Daphne e o Emmet são surdos mesmo?

  • ditta_cuja

    Switched at Birth está realmente sendo muito gostoso de se assistir em tempos de vacas magras.

    Acho que a Bay sempre foi meio dramática, mas ela realmente tem seus motivos para ficar desse jeito.. Sempre foi “a Bay” com o “jeito Bay de ser”, como até seus pais dizem o tempo todo.
    Agora ela se vê competindo com a Daphne que é simpatissíssima e sociável.
    Ela fica na desvantagem pois todas as atenções estão realmente p a Dapnhe. A Regina se mantém distante, apesar de seus momentos com ela serem bem profundos.
    Então, acho que não há motivos para condená-la.
    A beleza da história está em vê-la como um todo, sem ficar tomando partido.
    E está ficando cada vez melhor, a relação do “casal 20″ dando uma balanceada, a dificuldade do “universo rico” em manter as aparencias – vida de rico é defícel…. A Regina se envolvendo com um bonitão, a Daphne fula da vida com a Bay, ixe, muita coisa p ser trabalhada.

  • Gustavo Lopes

    Também considero Switched at Birth- Um oásis no meio de um deserto de séries ruins!

  • Giovanna

    - Rodrigo

    Li em um desses sites que a atriz que interpreta a Daphne descobriu que tem Ménière’s disease (síndrome de Ménière).
    Que é uma doença que afeta a audição gradativamente (geralmente de um ouvido só) e o equilibrio.

    Mais sobre a doença: http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_de_M%C3%A9ni%C3%A8re

    Tp ela falou tbm que antes de descobrir a doença ja tinha aprendido a linguagem dos sinais na escola por opção dela.

    Ai ela falou que a Daphne é muito mais surda do que ela é realmente, mas que essa linguagem que ela aprendeu porque quis a permitirá se comunicar pelo resto da vida.

    Curiosidade: ela falar menos pausado e com uma entonação melhor que a Daphne na vida real.

    Já o ator que faz o Emmet nasceu surdo.

    A atriz que faz a mãe dele tbm é surda de verdade.

    - Quanto a Switched at Birth

    Melhor episodio ate aqui. Muito fofo.

    Cara, a Bay é um peixe fora d’gua naquela familia e na nova familia dela. N culpo ela. Ela tem razao em alguns pontos. E a Daphne fez mo drama em relação ao Ty. Era só vizinho dela. E a Bay tbm exagerou com o Liam. Ela n sabia. Mas pelo menos agora pode ser q o Emmet tenha alguma chance com a Daphne. Estou torcendo, ficam tao bunitinho juntos. O Liam n rola, podiam fazer igual fizeram com o Ethan de 90210. Sumir com ele.

    Fiquei com muita pena do Emmet qnd ele falou q era surdo e a guria vazou. Muita pena. Tadinho dele.

  • Ana

    OI
    Rodrigo que bom que voce lida bem com a situação é assim mesmo, fico feliz por voce. quanto a tua pergunta

    Daphne (Katie Leclerc) ela é deficiente auditiva sim, ela sofre de doença de Ménière, uma degenerativa, distúrbio do interior ouvido cujos sintomas incluem perda auditiva flutuante e vertigem. pai e irmã mais velha dela tambem tem a mesma doença;

    Emmet (Sean Berdy), ele nasceu surdo.

  • http://pensamentosolto.wordpress.com Rodrigo

    Valeu pelas respostas Ana e Giovanna.

    Pelo que andei lendo sobre a síndrome de Meliére, ela é um pouco semelhante ao que eu tenho, Diplasia de Mondini. Nela, ocorre uma má formação no ouvido interno, fazendo com que ele fique incompleto.

    Como o ouvido é responsável pelo equilíbrio, essa má formação faz com que a gente tenha problemas de equilibrio (resolvido com fisioterapia), vertigem, tontura e zumbido intenso ocasionalmente (mesmos sintomas encontrados na de Meliére). A diferença é que a diplasia de Mondini aparentemente não tem causas genéticas, na minha família não há nenhum caso de surdez.

    Eu não nasci totalmente surdo, só com uma leve perda auditiva em um dos ouvidos, por isso sempre dispensei o uso de aparelhos e linguagens de sinais. Aos 9 anos, sofri um acidente de carro e, como sequela, perdi totalmente a audição.

    Hoje a minha comunicação é totalmente verbal, só sendo difícil controlar a entonação e a pausa. Ou eu falo rápido demais, ou pausado demais, sendo necessário então encontrar um meio termo, algo que tenho treinado através da leitura de diálogos por exemplo, procurando falar devagar, dando bastante atenção às pausas naturais do texto, e não àquelas pausas que eu ache que exista. E sei poucas coisas de sinais, já fiz alguns cursos de curta duração, mas como não conheço nenhuma pessoa só sinalizada, fica difícil treinar.

    Uma idéia que eu tive essa semana, motivado por esse seriado, é procurar alguma escola de surdos na minha cidade. Não para ter aulas, ainda mais que já sou formado no ensino superior (Publicidade), mas para conhecer pessoas que só se comuniquem com sinais e assim poder treinar, aprender na prática.

    Isso porque a Katie Leclerc está certa em dominar ambas as linguagens, a falada e a sinalizada, poís isso permitirá uma comunicação mais eficiente com qualquer pessoa, sempre com uma complementando a outra. E como além de publicitário também estou cursando jornalismo, é essencial conseguir me comunicar mesmo com qualquer pessoa.

    Bom, sei que fugi um pouco do assunto, mas esse é um tema que curto bastante.

    Voltando a série, esqueci de falar da Bay, concordo com a ditta_cuja, embora a Bay sempre tenha tido uma personalidade chata e rebelde (como mostrado no primeiro episódio), ela tem seus motivos para estar incomodada com o que tem acontecido. Não lembro se foi numa review daqui ou na própria série que li isso: Ela, no primeiro episódio, estava procurando alguma prova de que se encaixava naquela família, pois sempre se sentira deslocada. E de repente descobre que não só não pertence à ela, como tem que aguentar o excesso de paparicação para cima da Daphne por parte dos seus pais, algo também compreensível.

    Só que, como qualquer adolescente birrenta, ela não sabe outra forma de demostrar esse desconforto a não ser irritante mesmo.

  • gabi

    Será que eu sou a única que simpatizo com a Bay? Acho que é porque eu fui uma adolescente que nem ela hahah. Eu ia morrer de inveja se eu fosse substituída pela linda e adorável Daphne. Eu acho que eu reagiria como a Bay, sendo chata e insuportável hehe. O que só ia piorar a situação, é claro, mas a mente humana não age de forma muito inteligente.
    Mas a atriz não ajuda muito, né. Se ela tivesse mais carisma e uma melhor atuação, o público poderia empatizar com a raiva dela pela situação que ela tá passando. Como a Regina, que às vezes é meio bitch, mas ela conquista o público.

  • gabi

    ah @Rodrigo, muito legal tu trazer tua experiência. Que bom que a série está abordando de forma realista, tá sendo bem interessante acompanhar para os ouvintes também!!

  • Lucas

    A atriz da Daphne tem uma doença degenerativa, daí ela disse que tem dias que ouve tudo, e outros que não escuta nada. Quando foi contratada,deram um aparelho pra eola, já que ela não tinha por ser caro e tal.

    Eu ahco muito importante tratar de surdez do jeito que tão tratando. Eu não sou surdo, mas me interessei muito por essa cultura e estou me informando mais.

    Eu só tenho uma pergunta. Vc dirige, Rodrigo?

  • http://pensamentosolto.wordpress.com Rodrigo

    @Lucas, dirijo sim, normalmente, mas enfrentei alguns problemas na auto-escola na época em que eu fiz as aulas. Primeiro, foi feita uma exigência de que eu fizesse as aulas acompanhados de um intérprete de sinais (Mesmo não sabendo sinais e deixando claro isso), mas nisso até era compreensível.

    Ai nas aulas em sí, no começo era difícil prestar atenção no trânsito e no que o instrutor falava ao mesmo tempo, já que tenho que ler os lábios. Mas foi só uma questão de eles aprenderem uma maneira de chamarem a minha atenção quando quisessem falar algo. E eu, quando tinha algumas dúvidas, avisava que ia parar o carro para perguntar algumas coisas.

    O maior problema foi mesmo nas provas, fiz 4x. Nas 3 primeiras, o examinador e os instrutores não entravam em acordo sobre se eu tinha que fazer as provas em carros adaptados ou não, e isso gerava um pouco de ansiedade lá na mente daquele aluno que sabia que podia fazer a prova.

    Enfim, antes da quarta prova, finalmente entraram em um acordo, tive que tirar carta com carro automático (poís o fato de não trocar marchas possibilitaria prestar mais atenção no trânsito) e foi tranquilo.

    Hoje dirijo normalmente, mas somente carros com câmbios automáticos, essa uma opção própria mesmo, realmente fica mais cômodo. A única dificuldade que tenho é quando aparecem esses veículos de emergências, tipo ambulância, caminhão de bombeiros, primeiro eu tenho que ver se as sirenes estão piscando ou não para ai dar passagem, não é só ouvir e sair da frente.

    Mas de modo geral é tranquilo para dirigir.

  • Giovanna

    Rodrigo.

    Tp a marcha vira um habito. Como n está acostumado prefere o automatico, assim como alguem que dirige um automatico por muito tempo acaba perdendo um pouco a pratica com o manual qnd volta.

    Ja que estão te fazendo perguntas posso lhe fazer algumas?

    - O fato de vc tirar carteira com carro adaptado (automatico) n te dá direito de andar só em adaptado? O adaptado q vc fala é soh automatico mesmo, neh? N tem outras adaptações q n sao necessarias para você, certo? Tp to perguntando pq se for pensar carro automatico n é adaptado. É apenas carro com cambio automatico q é super comum fora do brasil. E aqui ja esta meio q virando moda, mas lá fora, em alguns lugares, vc só aluga automatico.

    - A falta de acento e abreviação de palavras na escrita atrapalha o seu entendimento?

    - Estou me formando em publicidade tbm. Tp acho q n me encaixo muito no meio. Sou meio timida, na minha, meio anti-social. Dizem que esse mercado é para pessoas comunicativas e talz. Como vc se enquadra nesse mercado?

    - Vc aprendeu outras linguas? Ex: ingles.

    Desculpa por fazer varias perguntas. Sei q eh meio ruim. Fique a vontade para n responde-las se n quiser.

  • http://twitter.com/paulabasei paulabasei

    Eu simpatizo com a Bay e no lugar dela eu seria mais irritante ainda, odeio pessoas boazinhas e queridinhas demais ehhehehe E tipo, a Regina nem deu muita bola pra ela, daí os pais dela ficam todos bobos com a Daphne, é compreensível gente, aí a Daph vai lá e namora justamente o ex dela, o que parece? quer pegar a vida dela, eu me sentiria muitooo mal tb.

  • http://pensamentosolto.wordpress.com Rodrigo

    @Giovanna,

    Pode perguntar a vontade. Então, na minha carta consta, como restrição, que eu posso apenas dirigir carros automáticos e, ou, adaptado. Mas no meu caso, eu poderia dirigir tranquilo um veículo com câmbio mecânico, não necessitando de outras adaptações.

    Hoje estou no meu quarto carro, e todos foram automáticos, mas mais por opção própria, antes de tirar carta meus pais ja tinham carros com essa transmissão e eu percebia que ela tornava a condução mais tranquila, independente se a pessoa ouve ou não.

    Quanto ao curso de PP e as demais perguntas, acho que seria melhor conversarmos via MSN, pode ser? Assim não desvirtua muito o post, que trata sobre a série. Mas já adianto que também não tenho esse perfil super extrovertido geralmente atribuidos à publicitários.

    Bom, o meu msn é rodrigorabelo@gmail.com , e adoraria continuar respondendo mais perguntas por lá. Então todos que estiverem lendo aqui, fiquem livres para me adicionarem. Esse é também meu email normal, se preferirem essa forma de contato.

    E não hersistem em perguntar, um bom jornalista não deve apenas gostar de questionar, deve gostar de responder perguntas também. E acho que tenho mais perfil de jornalista do que publicitário. :)

  • Mariana

    Eu sou team Camis rsrs

    Se tem uma coisa que percebi é que tudo que essa moça gosta eu gosto também kkkk

    Sendo assim… nem vou terminar de ler a review e vou baixar logo essa série pois me interessei só lendo a sua frase inicial :)

  • gabi

    @paulabasei
    to contigo!! tb sou do mal, pessoas muito boazinhas me irritam heh.

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