
Raiva de quem pode ouvir.
Spoilers Abaixo:
No final do episódio passado, Switched at Birth nos deixou com um cliffhanger gigantesco. Ninguém sabia, de fato, porque Emmett estava sendo preso e nossa única certeza era de que a trama desenvolvida no episódio de hoje valeria a pena.
Meus elogios para a série não são novidade. Gosto muito do modo como o roteiro aborda as mais difíceis situações, mostrando a história de diferentes perspectivas. Sendo Emmet meu personagem favorito, eu estava louca para saber a reação dele a tudo, já imaginando que a frustração tomaria conta.
Pensando somente nele naquele momento, numa situação de completa impotência e humilhação, até que Emmett soube canalizar as emoções. Isso não surpreende muito, afinal, ele tem uma personalidade muito forte e sabe exatamente quem é, mas mesmo Emmett pode revelar seu desapontamento com sua condição, expressando pesar por não ser ouvinte e raiva de quem pode ouvir, mas não sabe escutar, como no caso dos policiais.
Melody, apesar de continuar Surdumal com Bay, explicou direitinho todos os problemas naquela abordagem da polícia. As luzes, as algemas prendendo as mãos nas costas… Pelo menos nos Estados Unidos havia um intérprete na delegacia, mas será que em todos os lugares do mundo isso é garantido? Provavelmente, não.
Já que trouxe à baila a palavra Surdumal, eis que fico sempre sem entender essa implicância de Melody em relação à Bay. Não acho que ela demonstre ser uma menina mimada e egoísta, como já vi algumas pessoas comentando. Talvez nos primeiros episódios esse tenha sido o perfil dela, mas tudo mudou. Acho que conhecer sua verdadeira história, os problemas de Daphne e namorar Emmett amadureceram Bay. De verdade.
Já Daphne, merece o apelido de Bitchne muitas vezes, por ter, justamente, regredido. Pelo menos inicialmente. Com tantos traumas e dramas de infância é possível entendê-la também. Daphne sente que a surdez a define, muitas vezes. Ela não está errada, como vimos pelo caso do time de basquete e da confissão de Angelo sobre o abandono.
Aliás, ANGELÃO, hein? Não consigo decidir se ele é lobo em pele de cordeiro ou se realmente está arrependido e tentando reconstruir a vida. Só sei que me perco naquele charme e entendo Regina perfeitamente. Como resistir a Angelão?
Os Kenish têm uma boa ideia de como, agora que sabem que Angelão esconde alguma coisa. Certamente algum trambique, que é de onde deve vir o dinheiro para investir num salão com Regina.
O lance do livro é outro, que trará muitos problemas, seja com Regina ou com o processo contra o hospital, cada dia mais enrolado, com direito até a advogada tendo caso com o “inimigo”. Nessas horas me apega apenas ao romance de Bay e Emmett, que tem lá suas complicações, mas sempre encontra um modo de se destacar e de encantar a todos nós.