
Rajesh Koothrappali! Este episódio foi pra você!
Spoilers abaixo:
No grupo dos nerds ele sempre está lá no canto, comendo quieto (literalmente quieto se houver alguma mulher presente) e até agora sempre nos divertia com suas piadinhas de cunho homossexual ou sobre os modos e costumes do Terceiro Mundo (os mais puritanos dizem que são piadas racistas, mas eu adoro!). Neste episódio finalmente pudemos entrar um pouco na mente de Raj: onde um singelo elogio vira um musical de Bollywood!
Na inocência (ou será que não?) Bernardette diz que acha Raj atraente. E vindo dela, que é uma graça, ele obviamente não resiste e o resultado: bem, assim como Howard e seus sonhos na banheira/na cama com Starbuck, começa a sonhar, ainda que de um modo mais romântico que o engenheiro sem Doutorado. Não era muito difícil perceber quando as cenas eram, na verdade, sonhos do Raj, já que ele conseguia falar com as mulheres (sem estar bêbado), mas admito que estava tão envolvido nesta trama que até fui enganado algumas vezes.
Enquanto isso, no apartamento 4B, Sheldon tentava aprimorar suas técnicas de ensino com a “atriz” Penny (seguindo o bom conselho de Amy Farrah Fowler, que sugeriu a ele encarnar um personagem para dar aulas, digamos, mais interessantes para os alunos). Desta vez não achei a interação entre Penny e Sheldon tão fantástica como das outras vezes, mas mesmo assim foi impagável ver Sheldon interpretando a própria mãe texana, na obra “Onde Nenhum Sheldon Jamais Esteve” de sua autoria. Com Jim Parsons novamente perfeito, e Penny mandando bem na saudação Vulcana!
É legal quando personagens considerados coadjuvantes mostram que têm fôlego e profundidade para nos intrigar. Destacando personagens diferentes em cada episódio, TBBT só tem a ganhar, e acho que esta paixãozinha que o Raj sente pela Bernardette, se for explorada nos próximos episódios, pode ser ainda mais interessante. Tá certo que Howard e Raj já brigaram algumas vezes, e até já deixaram de se falar por um tempo, mas se o Raj tentar mesmo investir na Bernardette… o que será que pode acontecer?
PS – A frase do episódio que resume tudo: “Dancinha à parte, eu não sou gay!”