
Adivinha quem vem para jantar?
Spoilers Abaixo:
Laurie Metcalf sempre foi uma participação muito bem-vinda em The Big Bang Theory, mas nenhum episódio anterior deu tanto destaque à nossa querida Mary Cooper, também conhecida como “a mãe do Sheldon e única pessoa na face da Terra capaz de domá-lo”. E, em uma série que parecia estar se desgastando, não há como não considerar a ideia muito bem-vinda.
Sabemos o que vem com o pacote quando Mary Cooper está na área: uma boa dose de piadas politicamente incorretas, ligadas principalmente a racismo e religião. Ri de praticamente todas.
Logo no começo – a melhor cena do episódio, em minha humilde opinião –, percebemos que, desta vez, a chegada de Mary não foi provocada por nenhum surto de Sheldon e parece ser apenas uma simples visita de uma mãe. E eu, que já estava mais do que cansado da piada “I’m not crazy, my mother had me tested!” não pude deixar de esboçar um sincero sorriso ao ouvi-la da própria – com um importante adendo. Os roteiristas estavam bastante inspirados, e garantiram a sensação de “esse episódio promete” que os minutos iniciais deveriam nos dar sempre.
Até a pequena cena de Amy foi muito bem inserida no contexto do episódio, com a nerd fêmea jogando cientificamente na cara de Sheldon o ciúme que ele sentia da mãe com os amigos e irritando o “namorado” ou seja lá o que for. Aliás, a conversa que Leonard tem com Mary sobre isso é um dos ótimos momentos do personagem que há algum tempo não mostrava que tinha luz própria na série. E, a meu ver, a única explicação para que não tenha havido uma cena entre Mary Cooper e Amy Farrah Fowler é o fato de que a produção parece estar se tocando de que Amy não tem agradado à maioria.
A pouca importância de Amy e a completa ausência de Bernadette garantiram o clima “old-school” do episódio. É até um pouco triste dizer que nenhuma das duas fez falta alguma na sala do apartamento de Leonard e Sheldon, que contou apenas com o bom e velho grupo inicial da série. Pra ficar realmente perfeito, só faltou um pouco das boas e agora velhas referências nerds.
Meu veredito: não só o melhor episódio da temporada até agora, como também o melhor em um bom tempo (“bom tempo” significando algo entre 1 e 2 anos). Os roteiristas provaram que ainda têm cartas na manga resgatando a excelente personagem que é Mary Cooper e ainda dando a ela o papel central do episódio. E, com a ótima dinâmica que a mãe de Sheldon apresentou com todo o elenco, não tenho alternativa a não ser torcer, desde já, para que o pessoal do Emmy se lembre muito bem dessa participação.
Momento impagável: a expectativa para finalmente ouvir a versão original de “Soft Kitty”.