The Forgotten – 1×02: Diamond Jane

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É verdadeira a afirmação lida infinitas vezes em diversas reviews do pilot de The Forgotten na última semana: a série é um costurado de outras séries de sucesso de Jerry Bruckheimer. Mas continuo discordando de quem diz que a série é ruim por isso. A série reúne sim elementos de todas as outra séries de Jerry, mas ela só reúne os melhores elementos. E focar-se no que há de melhor nas séries policiais é um ótimo ponto de partida até que a ela encontre sua própria personalidade. Personalidade essa que começou a tomar forma nesse segundo episódio.

Spoilers Abaixo:

Não gostei muito desse segundo episódio na maior parte do tempo. Tudo ali parecia o episódio piloto. Só víamos o caso e continuávamos sem conhecer os personagens. Achei que nesse segundo episódio começaríamos a conhecer mais o passado e motivação de cada pessoa que compõe a Forgotten Network. E não foi isso o que aconteceu. Pelo menos não até a metade do episódio, quando eu percebi o quê realmente Jerry Bruckheimer está nos propondo em sua nova empreitada…

Para você entender a história de cada membro da Forgotten Network de Chicago você terá que fazer exatamente o que eles fazem: montar um quebra-cabeça. Quem achou que não vimos nada do passado deles não soube ler nas entrelinhas. Dicas foram distribuídas por todo o episódio. Dicas que ajudaram-nos a entender um pouco mais das vidas de Lindsey e Candance. A primeira foi enganada pelo marido, que fez algo grandioso a ponto de aparecer nos jornais e chocar as pessoas, com a mera citação do seu nome. Já a segunda, abandonou o noivo, abandonou toda uma vida, pra se dedicar a um trabalho que não gosta e viver solitariamente. Não vimos motivações, explicações e nem nada que nos ajudasse a entendê-las. Não vimos uma sentar diante da outra e chorar, contando como sua vida era triste e como aqueles acontecimentos transformaram-nas.

E porque? Simplesmente porque Candance, Lindsey, Alex, Walter e Tyler são os nossos fulanos. Não vamos descobrir tudo sobre eles em um episódio e simplesmente acompanhá-los desvendar os crimes nos outros.Se entendi bem a proposta da série, vamos vê-los dar identidades às pessoas, enquanto nós mesmos receberemos dicas de quem são eles. Descobrir a vida dos fulanos será um trabalho mútuo entre nós, os telespectadores, e eles.

E por falar em fulanos, a vítima desse episódio foi Allison. Uma mulher que foi tentar solucionar um problema familiar do seu noivo e acabou em uma caixa de piano, num beco abandonado, morta pela madrasta do noivo e seu cúmplice. A história da fulana dessa semana foi mais interessante que a da fulana do pilot. Teve mais reviravoltas, mais emoção e mais ação. E teve uma conclusão mais óbvia do que a do pilot, que me tinha parecido um pouco forçada.

No mais, a direção da série continua excelente. Assim como sua fotografia e trilha sonora. O roteiro ainda não é um primor mas já está muito bom. O elenco continua sensacional, mesmo que alguns personagens continuem mal utilizados, como é o caso da Russel, contato interno de Alex na polícia, e até mesmo o Tyler, que depois de ter muito destaque no episódio passado ficou muito apagado nesse.

Mas o balanço da série, até aqui, é muito bom. Os casos são interessantes, o mosaico de pistas que, quando elucidadas, formam a história do fulanos da semana é muito bem estruturado. O elenco é bom e a direção é de primeira. Mesmo que você ache a série sem originalidade, ainda assim não deixa de ser uma boa perca de tempo. Ou melhor, é um tempo muito bem gasto, numa coisa que, mesmo que não mude em nada a sua vida, pelo menos prenderá sua atenção por 40 minutos.

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  • Victor Hugo

    Realmente esse episodio foi bem melhor e espero que a série consigar se firmar com a audiencia americana.

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  • Chris

    Só tenho uma observação: eu detesto essa coisa do cadaver ficar narrando o episódio. Ainda bem que diminuiram mais isso depois do primeiro.

    Quando ao “descobrir os personagens aos poucos”, interessante, mas corre o risco de causar desinteresse. Até agora não simpatizei especialmente com nenhum dos personagens. Se o caso não tivesse ficado mais interessante, provavelmente nem continuaria assistindo.

  • http://www.twitter.com/mjnanet Marcinho

    Excelente review Thiago Leal, compartilho da sua da sua opinião dos personagem centrais serem os nossos “John” e “Jane” Doe.
    Esse negócio de focar os primeiro episódios na vida dos integrantes principais foi justamente uma das coisas que me fizeram largar Dark Blue, não gosto das coisas muito mastigadas, prefiro rachar a cabeça tentando descobrir “o quê” e “quem”. Alias Minha teoria sobre “Lindsey” é que o marido dela era um serial killer ou algo assim.

    PS1: Meu personagem preferido até agora é o Walter.

    PS2: Jurava que o personagem do Tyler tinha sido trocado, mas parece que ele só deu um jeito no cabelo e na barba rala.

  • letícia

    é uma boa série, concordo com praticamente tudu que foi escrito e fico feliz em saber que não fui a única em pensar oq tinha acontecido no passado dos personagens, achei que tinha perdido algo no piloto

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