
Vulnerabilidades e teste do sofá.
Spoilers Abaixo:
Na semana em que The Glee Project propõe que os candidatos mostrem seus pontos fracos, mais revelações surgem para chocar toda a sociedade cristã. O reality show continua indo muito bem, acertando em cheio na escolha de temas, desafios e na produção dos clipes, mas Ryan Murphy consegue irritar a cada aparição. Dessa vez, acho que ele foi até grosseiro e por muito pouco não tomou uma decisão precipitada, coisa que comentarei depois. Fato é que ele é o “Deus” de Glee e ao se colocar nessa posição suprema, exige ser inspirado. Honestamente, é de uma arrogância sem limites.
Deixando para lá a parte ruim e dispensável do programa, vamos falar do que de fato aconteceu. A música escolhida pela produção para que todos pudessem mostrar fragilidade foi “Please Don’t Leave Me”, da cantora Pink, que ficou bem pobrinha na execução à capela, especialmente porque cada um cantou umas três palavras no máximo, o que deixa mais complicado o trabalho de avaliação.
A jurada do dia foi Dot-Marie Jones, que interpreta a Coach Beiste na série, sempre potencializando em sua personagem suas reais vulnerabilidades com a aparência. Para mim, a atriz é responsável por um dos melhores personagens da 2ª temporada, mesmo tendo pouco destaque. Todas as cenas dela e as histórias em que esteve envolvida foram realmente emocionantes e por isso, ela foi uma boa escolha. Além do mais, ela deu uma bela lição no ego de Lindsay e só isso já valeria.
Mais uma vez, Matheus, o brasileirinho, venceu o desafio. Ele estava bem mais contido do que no episódio anterior e até que foi bem, embora eu tenha sentido mais emoção na performance de Alex, a nossa Mercedes de calças, que chegou a brincar sobre a competição entre os dois.
Minha parte favorita foi a execução do vídeo-clipe, com a música ‘Mad World’, originalmente cantada pela dupla Tears for Fears. Toda vez que escuto a canção, é impossível não lembrar de Donnie Darko, filme excelente protagonizado por Jake Gyllenhaal, onde essa é a música tema. Porém, antes de chegarmos a isso, cada um teve de se expor e escolher uma palavra que expressasse vulnerabilidade.
Alguns foram óbvios, como o ‘Fat’ de Hanna, o ‘Small’ de Matheus ou o ‘Gay’ de Alex. Fiquei um tanto perplexa com ele dizendo que acaba de sair do armário e que isso era um grande segredo. Então tá. Mesmo assim, entendo que não deve ser fácil vestir um cartaz com letras garrafais e sair desfilando num local público.
Lógico que sobraram piadas para o ‘Fake’ de Lindsay, que já é a mais odiada entre os colegas. Cameron com ‘Misunderstood’ realmente não convenceu ninguém, assim como não entendo porque McKynleigh acha tão horrível ser filha de mãe branca e pai negro. Para mim, Damien também deixou a desejar com ‘Numb’, o ‘Rejected’ de Samuel não significou nada e a revelação de que Marissa já sofreu com a anorexia me pareceu um pouco dramatizada demais.
Contudo, a bomba do dia veio mesmo de Emily, que revelou que já trocou favores sexuais para conseguir coisas em sua carreira profissional. A garota simplesmente revelou que fez o teste do sofá várias vezes e sambou na cara de todos os participantes e dos produtores com essa. Infelizmente, ela não conseguiu se manter em seu personagem dramático e acabou eliminada.
Para Cameron, meu favorito até aqui, a eliminação passou raspando. Ryan Murphy não se sentiu inspirado por ele e o chamou de “perfeito demais”. Por sorte, ainda contamos com, Zach e Robert, respectivamente o coreógrafo e o produtor de elenco de Glee para colocar titio Ryan Murphy no trilho da razão novamente.