
“She’s such a bitch”!
Florrick, Grace.
Spoilers Abaixo:
Deixando de lado os óbvios elogios para mais um episódio excelente de The Good Wife, quero ir direto ao ponto para discutir essa delícia de pessoa que é Jackie. Quem, em são consciência, não a desejaria como sogra? Tão atenciosa a detalhes que vasculha a cesta de roupas sujas, ligada na educação e nas amizades das crianças e claro, mestre em informática, como pudemos ver.
Para mim, a cena em que ela invade a privacidade de Alicia em busca de provas de má conduta maternal e marital foi o ápice do episódio anterior e fiquei feliz em notar que a história teve continuidade. A expressão de Alicia ao descobrir que Jackie deixou sua espionagem registrada foi impagável. Tão boa quanto a discussão das duas sobre como ser uma mãe competente, em que Jackie deixou bem claro que, mais do que nunca, é uma das inimigas da nora.
Não adianta Alicia trocar fechaduras e até comprar um carro para que Zach e Grace sejam mais independentes da avó. Jackie é aquele tipo de pessoa invasiva e mesquinha, que vai se apegar a cada pequena coisa para conseguir o que quer. Não é de estranhar que seu amado filhinho, Peter, tome as atitudes que conhecemos bem.
Não quero dizer com isso que eu ache Will a última maravilha da honestidade. Jamais. Até porque, em The Good Wife não existe essa conversa de mocinho e bandido, galã e vilão. Essa é uma série sobre e com advogados e só isso já resume o espírito da coisa toda. O lance aqui é muito mais profundo e eu sei bem que essa caçada de Peter ao amante da esposa pode muito bem dar errado, justamente porque Mr. Gardner não medirá esforços até se livrar de tudo, não importam os métodos para isso.
A situação, aliás, é de ameaça por todos os lados. Alicia, Will e a própria Lockhart and Gardner estão em perigo, em diversas esferas. Talvez, só o fim do relacionamento entre Will e Alicia resolva as coisas, mas esse é um grande talvez. A essa altura, não há mais como fugir, porque é como se eles estivessem cercados.
No meio dessa confusão, ainda temos um potencial ménage com Cary, Dana e Kalinda. A dinâmica entre os três é estranha, mas não de um jeito ruim. É estranha porque os três estão jogando e não consigo prever quem terá alguma vantagem no final.
Paralelamente, foi muito boa a retomada do lobby do queijo, com as estratégias de Eli, tentando desesperadamente encontrar um espaço no cardápio escolar, tentando combinar queijo com pão, frutas, milho e o que houvesse disponível. Se colocassem graxa na pirâmide de prioridades, Eli diria que queixo com graxa ficaria gostoso e seria importante para a nutrição das crianças da América.
Caso da semana também foi muito bom. A primeira vez em que Will e Alicia no tribunal militar já tinha sido ótima, mas o segundo caso trouxe, como sempre, discussões éticas interessantes. Poucas séries têm a coragem de colocar em pauta temas assim, que desafiam o senso comum, mas The Good Wife é especialista no assunto e não hesita em falar de ditaduras, terrorismo e até erros cometidos pelo exército americano.