The Pacific – 1×07: Peleliu Hills

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Já era de se esperar que “The Pacific” não conseguiria manter o ritmo frenético do último episódio. A boa notícia é que o sétimo episódio além de ser o melhor da série até agora, mantêm a sua regularidade justamente na dosagem das varias cenas de ação durante os 50 minutos, compensando a falta de uma sequência mais longa que o caracterizasse.

Obs.: Como eu gostei da experiência que tive na resenha passada, resolvi colocar umas imagens para ilustrar o que eu quis escrever. Apesar deste ter sido o maior texto até agora, o resultado ficou melhor que o do post anterior.

Spoilers Abaixo:

Os primeiros minutos são uma compilação de cenas aleatórias, alternando entre os momentos da batalha e uma espécie de diário que Eugene usava pra marcar os dias e escrever sobre eles. Entre a montagem em câmera lenta e a edição de som que priorizava a trilha sonora, as imagens abstratas e sem uma lógica aparente com o tempo se transformam em uma mensagem bastante clara: a ofensiva não estava sendo tão rápida ou objetiva como pretendia ser.

Um dos pontos cruciais do episódio é a chegada da primeira divisão na base que a marinha tinha na ilha de Peliliu. A aparência desanimada dos soldados depois da conquista do aeroporto é justificada na sexta parte, mas é o contraste dela com as feições do outro núcleo de personagens no final que resume o argumento da narrativa. A resistência dos japoneses não se estendia só aos combates estratégicos, mas a todos os momentos em que podiam pegar seus inimigos de surpresa, criando um clima de apreensão entre os fuzileiros navais que estava sujeitos a qualquer tipo de ataque em qualquer lugar. As técnicas de terrorismo que eles usavam, como se infiltrar nos acampamentos sorrateiramente, fazia um estrago psicológico muito mais eficiente do que se fossem feitos por batalhões inteiros. Eram como formigas invadindo uma fortaleza.


As cenas de ação são mais concisas e revelam o importante de uma forma mais equilibrada (sem usar muito as câmeras de mão trêmulas). De uma jeito ou de outro, o diretor sempre mostrava os japoneses avançando como zumbis famintos, principalmente quando eles faziam isso sem suas armas, seja nas câmeras por trás ou no jeito como os atores corriam e se expressavam. O ponto de vista de John Basilone se limita a mostrar a diferença entre a sua comodidade e a dos combatentes que ainda lutavam no Pacífico. Enquanto ele se dava ao luxo de vestir roupas limpas e comer bem, seus colegas que foram deixados para trás aos poucos perdiam a compaixão por seus inimigos e até quem tinha um perfil mais calmo começavam a dar sinais de agressividade exagerada, caso do protagonista Eugene (que além de ter começado a fumar e parado de ler a bíblia, deu pra ficar querendo fazer um procedimento dentário nos japoneses). Era na mente dos soldados com um psicológico mais instável que começava a brotar um senso de humor quase doentio, e se os mais sensatos não eram alheios a isso tudo, pelo menos não esboçavam nenhuma reação que destoasse dos malucos que retalhavam os cadáveres ou brincavam com eles. Voltando ao sargento Basilone, é essa a questão que o episódio aborda; se o heroísmo de uma noite compensa todas as vantagens que ele recebeu e se os soldados que arriscavam suas vidas diariamente não mereciam tal recompensa também.

Como já tinha dito na chamada do post, não existe nenhuma grande batalha, mas sim pequenos confrontos espalhados pelo episódio com a eficiência de um conta-gotas, diminuindo a enorme lista de coadjuvantes conforme as baixas se intensificam. A grande vítima até agora, e talvez a maior perda da série foi o Capitão Andrew Haldane. A forma como sua morte foi retratada é bem sutil, e pode ter passada despercebida por alguns, mas antes do anúncio do Cabo Burgin se escutam alguns barulhos de tiro seguidos por um pedido de assistência médica. A perda de um superior tão carismático foi catastrófica para todos os seus subordinados e atordoou todos aqueles que admiravam o oficial. É aí que voltamos ao ponto crucial do episódio mencionado antes. Quando invertida a situação, Eugene e seus companheiros não expressaram a fadiga que os fuzileiros da primeira divisão expressaram, mas através de um rosto inexpressivo mostraram a apatia de tanto sofrimento acumulado.

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  • flavio assuncao

    Realmente achei que the Pacific seria um fiasco. Um primeiro episodio razoavel e outros bem mornos, mas a partir do 5 tudo mudou e a serie “pegou no breu” este ultimo episódio foi realmente excelente, boas sequencias, e boa alternacia entre drama e guerra, se é que se pode separar a duas coisas. Ta ficando bom …

  • Raphael Ribeiro

    Eu estou querendo assistir The Pacific, só me resta tempo, mas enfim… Está no mesmo nível de Band of Brothers? Está melhor? Vale a pena mesmo?

  • Henrique

    Consegui assistir hoje o episodio 1, e realmente valeu a pena ter baixando o 2 já, gostei muito da Mini-Série.

  • jeffer

    a abertura de cada epsodio é muito bom , a musica etc…

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