The X-Files – Quase vinte anos de Conspiração – Season 4

Com vocês aquela que é considerada a melhor temporada de Arquivo X.

Aos que acharam a segunda a melhor temporada, ou aos que acharam a quinta a melhor delas, nenhum problema. A série não cometeu erros de condução até sua sexta temporada e como as duas primeiras serviram para estabelecer a ordem de exploração mitológica, somente na terceira e quarta temporadas é que eles estavam tranquilos para começar a brincar com os enredos. A terceira temporada foi muito fraca de episódios soltos e é só por isso que a quarta ganha dela em importância. A jornada número quatro é competente em todas as áreas.

Dois Globos de Ouro, alguns prêmios Emmy, Gillian e David finalmente vencedores nas categorias de atriz e ator, a mídia e o público aos pés da série. Foi mais ou menos por aí que o Brasil começou a dar atenção a série que era exibida há pouco tempo na Record (De fato a record começou a exibir a primeira temporada quando a segunda já terminava nos EUA. Algo entre 1994 e 1995, não encontrei fontes seguras a respeito). A emissora, longe de ser uma referência pra qualquer coisa na época, não conseguia acreditar na impressionante audiência que começou a obter. Enquanto os americanos viam a quarta temporada, os que não tinham a Fox (nos tempos em que a internet era um bebê e a TV por assinatura era para muito poucos) dependiam da Record para descobrir esse maravilhoso mundo dos arquivos inexplicáveis. A emissora, por mais audiência que tivesse, vivia mudando o programa de horário, mas ao menos não fazia como a Globo, que retalhava os episódios de suas séries e não exibia as aberturas originais.  Daquele jeito meio torto a Record foi fiel aos fãs e exibiu The X-Files até o fim.

Eu morava numa área rural, muito pobre, do interior do Rio de Janeiro e lá a TV aberta era nossa única opção. Comecei a ver Arquivo X pela Record. Assisti um episódio da quarta temporada e gostei. Um ano depois, a quinta temporada acabou e eles começaram a exibir apenas os episódios mitológicos das temporadas anteriores (numa sacação incrível da Record, que com isso colocou novos fãs por dentro da trama central). Fiquei apaixonado e a partir daí começou o desespero para conseguir ver todos os episódios.

Além da Sci-Fi News, que falava muito da série e encontramos até hoje nas bancas, tinha uma revista só sobre Arquivo X, que saía a cada dois meses e que se chamava Arquivo X e Seriados.

Essa revistinha publicava endereços e o meu saiu em uma das edições:

O textinho, se alguém não conseguir ler, era esse: “Sou um muito humilde tarado por Arquivo X. Meu conhecimento não é tanto, pois moro num brejo e só agora consegui sintonizar a Record em minha casa. Socorram-me! Publiquem meu endereço para que eu possa me corresponder com outras pessoas e me sentir um pouco mais integrado”.

A publicação fez com que muitos outros fãs me escrevessem (de alguns sou amigo até hoje) e eu só consegui ver todos os episódios que estavam faltando por causa deles. Eu comprava fitas VHS virgens, enviava pra eles pelo correio, eles gravavam alguns episódios e me mandavam de volta. Esse foi o sistema até o final, na nona temporada.

Graças a Record (que ironicamente exibia uma série que questionava tudo que os donos do canal propunham) é que Arquivo X ganhou mais popularidade no Brasil e entrou na vida de um monte de gente. Essa quarta temporada é, então, um marco sob muitos aspectos.

Vamos então a alguns dos melhores episódios da quarta temporada:

“Procura incessante” -  4X01

 

Aquela que é considerada a melhor temporada da série se inicia com os eventos deixados pra trás em O Milagre. As questões genéticas levantadas em Jogo de Gato e Rato ganham outra dimensão quando ficamos sabendo que a raça alienígena tem sua força de resistência contra a colonização. O episódio tem sua força novamente em Mulder, quando ele dá de cara com uma versão de oito anos de sua irmã. Como em todo grande início de temporada para a série, temos muitas reviravoltas: a morte do informante “X”, a aparição de outro informante, a revelação de uma prévia relação entre o Canceroso e a mãe de Mulder… Enfim, o episódio é forte e nos prepara para a impressionante temporada que vimos desenrolando-se até então. O título original era Herrenvolk, uma palavra alemã que significa “raça maior” e faz analogia com os clones encontrados por Mulder. Uma das melhores frases da série também é dita nesse episódio: Nada acontece em contradição à natureza, mas em contradição ao que conhecemos dela.

“O Lar” – 4X03

Aberrações provocadas pelo incesto são o tema desse que foi o único episódio censurado da série. Mais uma vez, a dupla Morgan & Wong – de volta depois da ausência durante toda a temporada anterior – sai na frente e O Lar é disparado um dos momentos mais assustadores e ousados da televisão mundial. As cenas são desconcertantes, incômodas, nojentas… Mas é tudo tão corajoso e inteligente que não dá pra não assistir. Também é aqui que vemos a primeira menção às qualidades maternais de Scully, quando Mulder diz a ela que nunca a viu como uma mãe – a cena ajuda a redimir Carter do futuro da personagem – no momento em que a vê com um bebê no colo. O Lar é uma aula de ousadia e se não vale a pena por isso, vale por Gillian Anderson imitando o porquinho Babe no meio de uma cena.

“O Campo onde morri” – 4X05

Mais um de Morgan & Wong. A reencarnação é o foco nessa sensível história sobre o papel de cada um na sua vida. Uma mulher com um aparente problema de múltiplas personalidades esconde, na verdade, uma linha cruzada de vidas anteriores. Mulder acaba descobrindo uma rede de espíritos que o acompanha em todas as suas vidas. Belo e sombrio, o episódio tem um texto primoroso e uma força emocional impressionante para uma série de ficção científica.

“Meditações sobre o Canceroso” – 4X7

Opa, Morgan & Wong de novo! Vocês devem achar que é piada, mas os caras são realmente muito bons. Aqui eles traçam um perfil interessante sobre o Canceroso. O fumante inveterado teria sido o assassino de Kennedy, de Luther King e mesmo assim, alimentava sonhos tolos sobre ser um grande escritor. O episódio é cheio de cenas memoráveis e ironias irresistíveis. É o penúltimo da dupla até aqui. Depois do também ótimo Nunca Mais, eles se despedem definitivamente dos roteiros de The X-Files, infelizmente.

“Terma, a pedra da morte” – 4X10

Segunda parte de um bombástico episódio duplo que trouxe de volta Krycek e o óleo negro. Quem já leu o desbravador Eram os Deuses Astronautas? reconhece a Tunguska visitada por Mulder na primeira parte. Aqui em Terma, vemos o agente sendo exposto ao óleo e descobrindo mais uma vez que foi usado por Krycek, que trabalha – depois que foi abandonado pelo Canceroso – para os russos. O episódio também é famoso pela cena em que Krycek tem o braço amputado no meio da floresta de Tunguska. Trata-se de um daqueles épicos em duas partes que só X-Files fazia igual.

“O mundo gira” – 4X11

John Shiban aproveitou todas as histórias do Chupa-cabras que circulavam na mídia para escrever esse ótimo episódio que divide-se em dois pontos de vista distintos para a mesma história. Divertida e sagaz, a história pode não provocar identificação com a nossa versão do monstro, mas é um momento impecável do programa.

“Lembranças finais” – 4X15

Em O Homem do Câncer vimos o “comedor de cânceres”, Leonard Betts, dizer à Scully que “ela tinha uma coisa que ele queria”. Começa assim o arco dramático que daria à personagem o mesmo câncer sofrido pelas vítimas de abdução que ela conhecera em Os Japoneses. Aqui em Lembranças Finais, Scully atravessa a descoberta definitiva da doença enquanto Mulder tenta descobrir uma maneira de ajudá-la. O primeiro beijo entre os agentes teria acontecido aqui, mas foi cortado na edição final.

“Lapso do Tempo II” – 4X18

Somente selecionando as primeiras ou segundas partes dos episódios duplos é que seria possível manter essa lista com apenas 10 menções. Dito isso, a segunda parte de Lapso do Tempo toma a frente por uma razão muito simples: a sequência que explica o que aconteceu com Max Fanig dentro do avião é uma das coisas mais catárticas que eu já experimentei na televisão.  Aqui temos a primeira vez em que Mulder fica cara a cara com um dos seres que ele tanto procura e também a consumação cada vez maior da doença que mata Scully aos poucos. Comentar apenas a segunda parte foi necessário, mas não posso esquecer de mencionar a festinha surpresa de Scully, organizada por Mulder, e que foi um dos poucos momentos de intimidade dos dois até aqui.

“Demônios” – 4X23

Uma experiência leva Mulder a começar a se lembrar de detalhes importantes dos eventos anteriores à abdução de sua irmã. Cenas difíceis entre ele a mãe anunciam a possibilidade cada vez maior de que a abdução de Samantha pode ter sido planejada por causa do “projeto”.  Chris Owens volta a viver o Canceroso jovem – depois de Meditações – e prenuncia sua entrada definitiva no futuro do programa.

“A maior das mentiras” – 4X24

Como eu poderia descrever aquele que eu considero o melhor episódio de toda a história da série? São tantas as qualidades intelectuais desse episódio que eu até tenho medo de ficar pernóstico. Pra começar pela frase de abertura que muda para Believe the Lie.

E dentro desse conceito nos apresenta uma história em que nunca fica claro de que mentira realmente estamos falando. As que contam para esconder a verdade sobre os alienígenas ou as que contam para que acreditemos neles. John Fin – que já foi o pai do Pacey e andou revisitando Arquivos Mortos – entra em cena pra viver um dos grandes coadjuvantes da série, o cético Michael Kritschgau, que vem com a missão de provar a Mulder que ele vem acreditando num embuste sobre alienígenas para disfarçar as verdadeiras intenções do governo. A trama não é nada menos que genial! Os diálogos são uma aula de roteiro, temos a cena clássica da autópsia alienígena, temos Bill Scully botando a boca no trombone e tudo sendo coroado pela sequência final, com um Mulder devastado pela dúvida, cometendo um possível suicídio. Sua agonia se conecta ao título original do episódio que é Gethsemane, o nome do jardim onde Jesus passou sua última noite orando, antes da crucificação. E isso é só a primeira parte da trilogia de episódios mais impressionante que eu já tive a sorte de ter assistido na vida.

A quarta temporada foi a mais difícil para selecionar episódios bons e por consequência, também a mais difícil para apontar erros. A maioria dos episódios “ruins” eram apenas inferiores se comparados aos outros, mas ainda assim superiores a tudo que se via na TV.

“Teliko” – 4X04

Howard Gordon ainda é o campeão de roteiros frágeis e aqui decide entregar outra história sobre pessoas sendo “consumidas” pelas estranhas necessidades de aberrações mitológicas ou genéticas. Vimos isso muitas vezes na série, e continuaríamos vendo no futuro. Aqui não funcionou muito bem a trama com o “comedor de melaninas”.

“Desprezado” – 4X16

Outro de Gordon. Como sempre, o problema não é a ideia em si, mas a condução dela. Aqui vimos um soldado que foi treinado com vietnamitas, aproveitando suas habilidades de “camuflagem” para se vingar. O episódio é extremamente irrelevante e desimportante para a natureza dos arquivos x, e parece ter sido produzido apenas para completar a temporada.

“Sincronia” – 4X19

E Gordon fecha sua trilogia de enganos com mais um na lista de foras. Sincronia é sobre viagem no tempo. É bem verdade que foi a maneira menos óbvia de abordar o assunto, mas que caberia muito melhor numa série de fantasia da Warner do que num arquivo x. Os efeitos são bons e aquela atmosfera sombria ainda está ali, tímida, mas está. O problema é que novamente o caso é fraco, conduzido com desgaste e sem nenhum carisma. Daqueles episódios que se você não assistir não vai fazer a menor falta.

See you in the fifth season…

@Haddefinir

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  • Paullo Torquato

    Parabéns, Henrique! Mais um texto magnífico sobre Arquivo X. É muito bom saber que ainda existem excers à solta por aí. Eu mesmo sou um fã tardio da série, já que na época da Record ainda era jovem demais pra entender o que era um seriado, e apenas corria da televisão quando tocava a música tema, morria de medo. Mas, atualmente, estou acompanhando a 5ª temporada, já que assisto aos poucos pelos DVDs, e essa 4ª realmente nos trouxe momentos memoráveis, não tem como não concordar com esse Top 10! Vivo revendo O Campo Onde Morri, que tem uma das melhores tramas da série, na minha opinião. E ver essa sua relíquia também foi ótimo! Tenho uma scifi MUITO antiga também que fala sobre a exibição da sexta temporada na Record e, inclusive, tem uma matéria sobre o fim de Millennium muito bem escrita. Continue com a série (épica!) de artigos, que estamos adorando ler! :D

  • felipe

    a sequência 3a, 4a e 5a temporadas junto com o primeiro filme é imbatível. faz de Arquivo X a melhor série de todos os tempos na minha opinião.

    vou começar a ver Sopranos e se ela não tomar o posto de Arquivo X, nenhum outra toma. e olha que eu já assisti e sou muito fã de 24, Buffy, Lost, BSG, Twin Peaks, Six Feet Under, etc.

  • bulanfos

    E a melhor temporada da série disparado

  • Adriano

    Verdade seja dita as seis primeiras temporadas são todas incríveis e que pra mim vão em uma crescente impressionante, prefiro a sexta temporada pelo simples fato de pra mim não ter um único episódio que seja inferior ao outro. Mas todas temporadas até mesmo a famigeradas oitava e nona tem episódios impecáveis que ainda não vi em qualidade de roteiro, produção e atuação mesmo tanto tempo depois, e tenho a impressão que nunca existira!!!

  • Marcos José

    Oi Henrique, me identifiquei muito com esse texto. Embora eu não morasse numa área rural também só tinha a Record para assistir a série. Eu começei a assistir a partir da reprises da primeira temporada e virei de fã de imediato. Eu também colecionava a Sfi-Fi News e diversas outras revistas, essa Arquivo-X e Seriados era na verdade uma espécie de continuação da versão brasileira da revista Starlog, ambas duraram bem pouco. Em relação a quarta temporada, eu não a considero melhor que a segunda ou a quinta, mas também é ótima. Concordo com todos os episódios citados entre os melhores e, de fato, Morgan e Wong eram os melhores roteiristas da série e deixaram uma lacuna que só foi parcialmente preenchida com a entrada de Vince Gilligan na quinta temporada.. Discordo apenas do episódio “Teliko” entre os piores. Na verdade tratava-se de uma das melhores características da série, justamente a capacidade de não se manter numa zona de conforto em relação aos seus vilões. Uma outra série teria o Eugenne Toons estrelando esse episódio, mas ele foi morto em seu segundo episódio e a série seguiu procurando criar novos personagens do tipo e daí vieram Donny Phaster e Robert Modell, que também só apareceram duas vezes ou o “comedor de gordura” da terceira temporada, o cara da cirurgia plástica. Em relação a Record, merece todos os elogios dos fãs, pois exibiu a série da melhore maneira possível, em dias e horários assessíveis e sem quebras de continuidade, na verdade ela chegou inclusive a exibir um dos episódios da série antes da FOX, o que deu até matéria de revista na época, mas teve alguns senões, na segunda temporada, por exemplo deixou de exibir três episódios por conta de problemas com os pastores que eram os donos da emissora: “Adoradores das trevas”, “Ossos Frescos” e “Nossa Cidade”. O primeiro deles só foi exibido durante as reprises da segunda temporada, mas os outros dois nunca foram exibidos pela emissora, eu tive que baixar na internet.

  • Chuck

    Como os tempos mudam em Henrique Haddefinir , agora é só baixar todas as temporadas e assistir tranquilamente.

  • Mônica

    Que nostalgia! Eu ficava ansiosa para ver os episódios pela Record, e com certeza foi com Arquivo X que aprendi a gostar de séries. A primeira vez a gente não esquece rsrs.
    Vi muitas outras boas séries, mas acredito que o sabor da descoberta, as sensações que X Files me trouxeram, nenhuma JAMAIS superará.
    Aproveito para desejar um feliz Ano Novo a todos da equipe.

  • Daiane

    Caramba, eu também acompanhava pela Record, e enlouquecia quando eles mudavam de horário sem avisar.
    Até hoje tenho recortes de jornais, principalmente um falando da estréia da 6ª temporada na Record, que é a minha preferida.
    Arquivo X foi a primeira série que eu acompanhei de verdade, não perdia um episódio.
    Nenhuma série vai tirar o primeiro lugar dela no meu coração, Arquivo X não é apenas uma série, é um experiência!

    Ahh, eu eu tinha um “X” com fita crepe na janela do meu quarto! rsrs

  • liza

    Adorei o anúncio, nunca vi nenhum episódio da série, mas seu texto foi tão bom que me animei e já estou baixando, como são muitas temporadas em 2014 eu volto aqui pra falar o que achei.

  • http://gersonavillez.blogspot.com Gerson Machado de Avillez

    Bom relembrar a série com quem entenda e o principal. Ame a série!
    Saudades daqueles tempos, ainda hoje guardo a coleção de imagens promocionais que baixei da internet no periodo da sexta temporada, havia bom material e hoje raro de se encontrar na web. Se quiser te passo incluindo os banners.

    ABS

  • Sonia

    Esta é uma das minhas séries prediletas! Amo tanto “Arquivo X” que já assisti todas as temporadas novamente em 2009 /2010 e ainda dou uma olhada em alguns episódios reprisados pelo canal TCM! Quando falam que “Lost” foi maravilhosa e uma das melhores séries já feitas, eu sinto arrepios! Basta pensar na originalidade de “Arquivo X” e na carismática dupla de personagens centrais , além dos inesquecíveis coadjuvantes ( Canceroso, Krycek, Eugene Toons,etc.), para perceber que não há comparação. “Fringe”, com certeza, também é excepcional e nos oferece episódios fantásticos, mas nada supera a nossa adorada “X-Files”. Só podemos aguardar (e torcer muito!) que façam outro filme sobre a série.

  • Tássia

    Arquivo X é uma série fantástica e, na minha humilde opinião, a melhor de todos os tempos! Sou total e completamente viciada!*-*
    Adorei o texto, muito bom mesmo!

    PS: até hj eu acho que o beijo que acontece em Memento Mori não deveria ter sido cortado! kkkkkkkkkkkk :)

  • Neto

    Cara demorou heim, sim a 4ª temporada de arquivo x foi foda, realmente em A MAIOR DA MENTIRAS nos apresentam o melhor episódio da mitologia da série e é esse mesmo q vem pra acabar com a mitologia q a série criou, foi realmente arriscado e acertaram como levaram adiante, o LAR é inesquecível, sobre os epis ruins é difícil msm n teve só aquele DESPREZADO q n gosto e ponto. Era oq pensava e n sabia oq era, na 3ª pecaram com os epis soltos msm e na 4ª tem-se seu auge, numa época em q apresentar o “freak da semana” era aceitável, hoje se fringe vier com um epi assim o povo desiste da série.
    As melhores temporadas na minha opinião foram na ordem: 4a, 5a, 2a, 1a, 8a, 7a e 3a.
    As piores: 9a (lamentavelmente) e 6a (estranha – onde tava o chris carter)

  • Luthy

    migooo to sem palavras ao recordar como tudo começou !! poxa parece q as series de hoje nao tem mais o mesmo carisma …vontade de voltar no tempo e recomeçar tudo outra vz! em tempos em q a internet nos facilita tudo em termos de videos , musica e cultura em geral ainda da uma pontinha de saudade da epoca em q tinhamos q fazer o maior malabarismo pra assistirmos os episodios! parabens pelo blog amigo…me orgulho sempre de vc e da nossa amizade! um grande abraço e muito sucesso sempre !

  • Alex

    Quando paro pra pensar na melhor série que eu já vi na minha vida, lembro de The Sopranos, Friends, Seinfeld, Six Feet Under, Battlestar Galactica e por ai vai, logo me lembro das que ainda passam e que eu adoro, que facilmente estarão entre as melhores no futuro, como Fringe e Game of Thrones, mas nenhuma me faz ter tanta nostalgia como X-Files, pra mim sem dúvida alguma, a melhor série que eu assisti em toda a minha vida, simplesmente marcante.

    Eu sempre fui critico da TV aberta, principalmente se tratando de Globo e Record, duas das tvs mais lixos do mundo, mas devo parabenizar a Record por passar Arquivo X “quase” na integra, parabéns.

    Porra Henrique, quase escorreu uma lágrima lendo o seu texto, parabéns, muito foda.

  • Fernando dos Santos

    Se não me engano o episódio Demonios foi o primeiro a sugerir que houve um caso extraconjugal entre a mãe de Mulder e o Canceroso, abrindo a possibilidade de Fox ou sua irmã serem filhos do grande vilão da série.

  • Amanda

    Paullo Torquato, eu pensei que era a única a ter medo da música tema! KKK e por mais que eu corresse meu pai me obrigava a assistir. Hoje eu não me arrependo, mas ainda tenho pavor da música kkk

  • Luana Eninger

    Adoreiiii!!!
    Amo esta série… totalmente inesquecível!!!
    Lembro como se fosse hoje como eram angustiantes as esperas pela exibição na Record… ainda mais qndo eu ficava até de madrugada para descobrir que a série tinha tido trocado seu horário…. mas valeu cada minuto de espera, cada sacrifício.
    Amo o episodio Lembranças Finais…é um dos meus favoritos em todas as temporadas pq mostra a ligação entre Mulder e Scully…
    Enfim, amei o texto e foi com certeza uma ótima forma de começar este ano de 2012

  • LqRner

    Henrique, por sua causa voltei a rever arquivo X. Já estou na 5° temporada. A primeira é boa, mas desde a segunda a série vem numa evolução que vc devora as horas de imagem.
    Uma pena que a 5° temporada tenha alguns episódios de dar sono, mas a quarta é irretocável. Até dois episódios que vc coloca como “ruins” são excelentes se comparado as inúmeras baboseiras que vemos hoje.

    Abs,
    E que venha a resenha da 5° temp.

  • Danilo

    concordo plenamente, a 4a temporada é a melhor da série!!!

    que nostalgia que X-Files, a minha série favorita de todos os tempos!

    e agora que já é 2012, fica a duvida… será que o último filme sobre a invasão alienígina sai ou não sai??? fico na torcida!!!!!

  • Amelia

    Eu não só assitia na Record Arquivo X, como ainda gravava em VHS todos os episódios e os catalogava! Os tenho até hoje. Sexta-feira foi sagrada pra mim durante uns 4 anos. E foi mesmo graças a Record que descobri essa série fantástica! Também comprava tudo que é revista sci-fi que falasse da série. Fui fanática por Arquivo X como nunca mais consegui ser por outra série.
    Foi bom, Henrique , ler o seu texto e recordar esses fatos da minha vida de seriemaníca,.

  • Danarj

    Fiquei emocionada, olhos marejados, juro!

    Muito bom encontrar pessoas como a eu, que as sextas feiras eram sagradas, iam direto do trabalho pra casa, só pra assistir X-Files! Minha maior frustração era não ter ninguém para comentar a maravilhosa serie e suas historias incriveis! Me sentia de outro planeta!

    Tb gravava todos os episodios e assinei tv a cabo, somente por causa da serie! era cara a beça!

    X-Files forever!

  • janaina

    Nossa Henrique, me lembro de tudo que você falou nesse post, só que não cheguei a colecionar revistas da série porque aqui em Fortaleza acho que essas nem chegavam.

    E a Record nessa época tmb era UHF, eu tinha que colocar um fio pendurado na antena pra sintonizar… e odiava o fato da Record sempre mudar o dia (eu me lembro que chegou a passar nas quintas, sextas, domingos e segundas).

    De fato a segunda e a quarta temporadas estão pra mim como as melhores da série.

  • Silvana

    Ah, que nostalgia legal ! Eu comecei a ver Arquivo X pela Record e falava pra todos os meus amigos assistirem.Foi uma rede boca-boca ótima ! Depois , quando pude ter tv por assinatura é que fui gostar de ver as séries legendadas.Mas até hoje acho os episódios dublados do Arquivo X uma delícia !

  • Luna Batista

    às vezes entro no sériemaníacos só pra ver se já saiu o da próxima temporada (anciosa quanto à quinta!).
    adoro o respeito mostrado aqui pela equipe e pelos fãs, arquivo x não é uma série qualquer é não merecia menos! Além do mais, essas postagens com certeza estão atraindo novos seguidores à série.
    Um grande empecilho, para mim, é a dificuldade de se encontrar sites para download (legendado) de arquivo x. eu só consigo baixar por torrent (quando bate aquela saudade…).

    No texto, senti falta do “Insignificância” (em inglês: “Small Potatoes”), realmente acho que merecia mais do que alguns episódios bons desta lista (embora eu concorde com eles). “Insignificância” foi um dos episódios escritos pelo excelente Vince Gilligan (criador de Breaking Bad) e atuado pelo, em minha opinião, também excelente (roteirista) Darin Morgan, este último, que teve aqui sua última participação (sem muita certeza, mas acho que sim, foi a última) em arquivo x; não participou do roteiro, mas apenas atuou.
    (nos extras do DVD, Vince Gilligan comenta sobre o telefonema que deu a Darin Morgan o convidando para este personagem que tinha escrito para ele, foi algo assim:
    -Então, este personagem é um homem nos seus trinta, cansado de farra e de mulheres procurando o amor de sua vida, não?-Darin Morgan;
    -Não exatamente,…. na verdade ele é um fracassado que assume a forma de outros engravidando suas respectivas mulheres de uma maneira que são “inconscientemente estrupadas”…-V.G.;(risos);
    Depois VG ligou para DM de novo perguntando se o tinha ofendido, “não, cara, claro que não! é uma honra!”).

    Sobre o beijo cortado em “Lembranças finais”, eu concordo. A relação Mulder/Scully é uma das melhores coisas da série e também, uma das mais delicadas. Não mudaria absolutamente nada e sinceramente acho que na quarta ainda era muito cedo para os dois se admitirem. Eu, particularmente, acredito que a Scully é apaixonada pelo Mulder desde a terceira temporada, mas só admite pra si mesma no último episódio da quinta (com um ciúme inesperado que sentiu pela graças-a-Deus-que-mataram-Diana), já o Mulder, não faço ideia de quando se apaixou, mas tenho certeza de que sabe desde a sexta (pricipalmente pelo beijo que deu na Scully-alternativa em “Triângulo”!).
    Beijos, belo trabalho.

  • Daniel

    Comecei a assistir Arquivo X a partir da 4ª Tempora, na Record (que sofrimento!), então foi a que mais me marcou. Certamente insignificância está no top 5 e me desculpem por discordar da opinião recorrente, mas sempre achei “O campo onde morri” um equívoco, muito forçado. Aliás, apesar de ser fã incondicional, sempre me incomodou tramas que envolviam a vida dos protagonistas em dramalhões novelescos ou clichês de superação de dramas pessoais, talvez por isso hoje prefira rever os episódios à parte da mitologia. “O Lar” é realmente muito bom e é a prova de que os melhores episódios são aqueles mais ousados.

  • Bruno

    Série memorável! Confesso que hoje em dia vejo com outros olhos e não posso deixar de notar as vezes o conteúdo meio forçado, exagerado. Mas antes, ah, sentia calafrios o episódio inteiro! Toda sexta-feira, voltada das brincadeiras de rua pra assistir “Caçador de Fortuna” e, em seguida “Arquivo X com o meu pai, comendo uma pizza… rs

    Agora, com a internet, pude relembrar esse período bom, com dublagem original…
    Uma coisa me frustra, entretanto. Alguém se lembra da musiquinha na chamada da série, feita pela Record dizendo algo do tipo “Assistam agora, Arquivo X”, pouco antes de iniciar?
    Vasculhei a internet e nada! Mas lembro que curtia a musiquinha… rsrs (Não é a Intro clássica, nem os comerciais)

    Abraços!

  • http://www.juliana-finaflor.blogspot.com juliana

    olha, discordo uma tantinho da sua lista de melhores: o campo onde morri é bem chato e tenho um pouco de vergonha alheia de O mundo gira. hehehe

    Seus textos são ótimos.

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