
Não tinha como não estar ansioso. Prêmios, críticas empolgadas, recordes de audiência… Nós até listamos as dez coisas que não queríamos ver nessa segunda temporada, e por enquanto não vimos nenhuma delas. Significa que toda a ansiedade por essa season premiere compensou?
Spoilers abaixo:
Infelizmente não. E o maior problema foi o ritmo desse episódio. Não tenho problemas com tramas que se desenvolvem mais lentamente, ou cenas silenciosas, sem brigas ou coisa do tipo. Mas me irrito quando são usadas para preencher o espaço, e tivemos exemplos aos montes, como a mãe da Tara na cadeia, o detetive Andy bêbado e basicamente todos os momentos com Bill e Sookie.
Este último me leva ao segundo problema do episódio, o que acontece frequentemente em continuações de filmes: os principais se tornaram coadjuvantes. A primeira temporada conseguiu magistralmente fazer com que toda a odisséia que foi o amor entre a telepata e o vampiro fosse interessante do começo ao fim, mas o que pudemos ver nessa estréia foi uma problematização não natural da relação dos dois. É óbvio, se acaba o conflito, acaba a história para ambos, mas até que ponto isso não cansará no decorrer da temporada? Eu ao fim do episódio já não agüentava mais.
Mas é óbvio também que o saldo não é completamente negativo. Todo o arco da Maryanne conseguia me deixar inquieto tentando imaginar o que será que ela esconde, ou quais são suas intenções. Não acho que deva ser simplesmente um ciúme no Sam, pelo jeito como ela ficou puta com o cara das toalhas egípcias interrompendo, está mais para gestação de herdeiro ou coisa do tipo. Bom também foi bom ver que o Lafayette não morreu, e assim como a história da Maryanne, eu não me aguentava para saber o que ele estava fazendo preso ali. O principal é que enquanto Sookie e Bill não conseguirem carregar o show, os dois plots parecem ser interessantes o bastante.
Finalizando temos Jason e a sociedade da Luz, e pelo jeito qualquer semelhança com Edir Macedo e adjacências não é mera coincidência. Eu não reclamaria de ver mais desenvolvimento político da história, e espero que o tráfico de V não fique apenas na primeira temporada. Mas parando pra pensar, é meio difícil imaginar a história ganhar esses contornos políticos e ainda se passar em Bom Temps, a menos que o Jason se desloque do resto.
O que ficou claro é que essa temporada pretende expandir a história, com núcleos separados para quase todos os personagens, mas o problema é que não adianta várias histórias, se poucas delas são atraentes. Eu classificaria como uma nota 6. Foi acima da média 5? Sim, mas é True Blood, e como uma série que sempre foi fincada nos extremos, não está na hora de nos contentarmos com pouco.