
O Man-man-man em ritmo de marcha fúnebre anuncia: Two and a Half Men está de volta!
Spoilers Abaixo:
Era impossível não assistir a estréia da nona temporada sem estar “contaminado” com tudo que aconteceu nos últimos sete meses: a demissão de Charlie Sheen e o final súbito da oitava temporada (com apenas 16 episódios) com certeza deixaram todos os fãs apreensivos. Bate-bocas públicos diários entre Chuck Lorre e Charlie marcaram a série que se tornara destaque em todos os sites de fofoca. A CBS e a Warner Bros, souberam, como poucos, usar a imprensa a seu favor com boatos de possíveis substitutos para Sheen e criando um furor enorme ao anunciar Ashton Kutcher como um dos protagonistas de TAHM.
Charlie sempre foi a locomotiva de Two and a Half Men. Seu estilo de vida “sombra, mulheres, água fresca e mais mulheres” era de dar inveja a muita gente, porém, oito anos depois a fórmula foi se esgotando. Quem acompanha a série percebeu que ultimamente já era Alan quem ditava o ritmo e, em minha opinião, foi ele quem levou a oitava temporada nas costas.
A primeira impressão que tive ao assistir o episódio foi que ele seria mais bem aproveitado como season finale da oitava temporada que como premiere da nona: seria uma forma de fechar o ciclo de Sheen antes de começar outro. Porém, nada disso importou quando o episódio começou. De uma forma avassaladora, o funeral de Charlie, teve direito à imagem ridícula das roupas dele num cabide e várias, digamos, ex-namoradas prestando suas “homenagens” ao falecido. Se no discurso emocionante de Rose descobrimos como ele morreu, no tributo de Berta descobrimos que o espírito de TAHM ainda está lá, firme e forte.
Berta: “Foi o patrão perfeito, que me dava uma folga e dinheiro quando eu precisava, e tudo que pedia em troca era limpar o vômito das prostitutas com as quais dormia”.
E chega o momento mais aguardado, a apresentação de Walden Schmidt, e ela foi muito boa, com ele surgindo no meio da névoa de Charlie! No começo é normal vinculá-lo à imagem de Kelso (That 70′s Show), não só por ser o último papel de destaque de Ashton na TV, como principalmente pelos seus comentários ingênuos: “tentou se afogar mas não sabia que a água estava tão gelada”. Independente disso, justiça seja feita: é impressionante o carisma que o Ashton Kutcher tem. Gostamos do personagem de imediato (e não, não é porque ele aparece pelado rs).
Outros destaques:
- Rose: “Ele explodiu como um balão de carne”.
- Um episódio cheio de participações especiais: o casal de Dharma & Greg (da qual Chuck Lorre foi roteirista) e John Stamos (cotado na boataria para substituir Charlie Sheen). Por outro lado gostei mais da cena do entregador com Alan que das participações especiais em si;
- A marca registrada de Berta: “I ain’t cleaning him up!”
- O bate-boca de Evelyn e Berta dispensa comentários. Poderíamos ficar o episódio inteiro vendo uma insultar a outra!
- As “fart jokes” do Jake ainda me divertem, mas gostaria de vê-lo com mais destaque nesta temporada: quem sabe com ele usando todo o conhecimento de conquistas que o tio ensinou.
A audiência histórica de 27.8 milhões e 10.3 na demo, apesar de irreal, mostra que TAHM tem potencial pra continuar em alta. Talvez a entrada de Ashton Kutcher seja mesmo o fôlego renovado que a série estava precisando, porém só os próximos episódios, estes sim, sem esta pressão inicial toda, poderão mostrar qual rumo a série vai tomar.