
Excelente.
Spoilers Abaixo:
Eu diria que a terceira temporada de United States of Tara ainda está começando, mesmo que estejamos no quinto episódio. O clima das tramas é de introdução para os momentos dramáticos que estão por vir. Ainda assim, Diablo Cody não decepciona com cenas que vão do fofo ao cômico.
No plot cômico temos Kate e sua saga pelo descobrimento pessoal, dessa vez como aeromoça. Boas cenas, situações de vergonha alheia e momentos dignos de Kate, principalmente quando as coisas ficam difíceis e mega cômicas.
Marshall deixou Lionel de coração partido e irá fazer um filme com seu novo caso amoroso. Honestamente, por mais que eu achasse Lionel um tanto chato e espalhafatoso, nunca imaginei que Marshall seria o provocador da separação dos dois, o que é bom e nos mostra outros lados personagem. Gostei de ter visto o garoto tomar a atitude na pegação. Avanço sexual!!!
Charmaine aos poucos vai perdendo o orgulho e percebendo que depende, e muito, da ajuda de Tara. Não importa se for Alice no comando ou a irmã mesmo. Não gosto e nunca gostei do plot de Charmaine, mas que a coisa entre ela e Neil está sem graça, isso está. Haja paciência!
Matt enfrenta dificuldades no trabalho, mas ainda assim não perde a boa vontade e a esperança. Adoro o personagem e toda a força que ele dá para Tara, assim como todos os questionamentos pertinentes que faz a respeito do transtorno da esposa. Aliás, foi ele que influenciou diretamente na decisão de Tara para aceitar a ajuda do Dr. Hatteras, que será bem produtiva.
Falando no Dr. Hatteras, este é plot que mais me agrada e que tenho criado inúmeras expectativas desde que a temporada começou. Convenhamos que o mais interessante da série é a doença de Tara e todas as suas ramificações, tratamentos e extremos, portanto nada mais justo do que ficar empolgado com a ajuda do professor.
Podemos esperar bons momentos de reflexão a respeito do transtorno de múltiplas personalidades, principalmente com o olhar cético do professor. É um novo ponto de vista a respeito das questões de Tara e com certeza será saudável e necessário para compreendermos um pouco mais da particularidade da protagonista. Aliás, o contrato entre os alters têm dado certo, o que me animou bastante. A cena entre Alice e Tara foi maravilhosa e mostra que as personalidades podem viver em harmonia se há um acordo psicológico determinado entre elas. Curioso fazer um contrato com si mesmo, não é?
Por fim, foi mais um episódio tranquilo e esclarecedor. Espero para os próximos momentos de drama intenso, mesmo que tenhamos que suportar os curtas nonsense de Lionel e Marshall.