
O natal da família Brinkley.
Spoilers Abaixo:
Chegamos ao último episódio do ano com um saldo positivo. E como eles não perderiam o ensejo, tivemos algumas tramas trabalhadas no decorrer da temporada sob a abordagem natalina.
O problema de Reagan com a mãe é ainda visível, dando uma margem real e necessária para desenvolver o relacionamento das duas. Nem por isso se perdem em ofensas, pelo contrário, caminham para um bom resultado, ainda que aos tropeços. Chris recebe mais cuidado do roteiro, dividindo com a sogra bons momentos onde é possível vê-lo ciente dos sacrifícios que fez. Sem falar no seu ego inflado quando ela confidencia que sempre o considerou um machão.
Ainda falando de Reagan, temos ali um pouco da criança interior dela tentando vislumbrar um natal apenas visto da janela de casa. Para isso, o roteiro se destaca, pois, sendo criada por pais que a isolaram de qualquer tipo de comemoração natalina, normalmente ela trará à sua família o mesmo tipo de criação. Porém, como mulher, o efeito era superficial, diferente dela como mãe, que se enxerga na filha a criança que era. Obviamente ela não privará Amy do natal, assim como o natal nunca mais será privado dela.
Assim como foi bonito ver a mãe de Reagan ceder terreno à filha, foi hilário ver Chris na sua epopéia pelo shopping. E a moral de tudo isso é que não poupamos esforços para fazer feliz quem amamos, ainda mais quando, no processo, garantimos a nossa própria felicidade.
E não vamos esquecer a Ava. Agora, depois de onze episódios, sua participação não é tão insuportável. E pelo que parece, com o rumo da sua relação com Kevin, teremos mais espionagem com direito a visão noturna. É esperar para ver o que vai acontecer com a personagem no próximo ano, quando a série retornar.