
Excelência em meio à confusão.
Spoilers Abaixo:
Piloto é aquele tipo de coisa que não deveria existir. Além de ser todo confuso, não consegue cumprir sua dada tarefa; situar as pessoas que estão dispostas a assistir aquela nova série. O piloto deve ser aquele a apresentar o programa, explicar onde estamos entrando na história, como estão aqueles personagens e pra onde suas vidas vão a partir daquele momento. O fato é; enquanto algumas séries conseguem fazer pilotos majestosos, outras escorregam. Infelizmente, Up All Night cai na segunda turminha.
O episódio foi uma salada só. Ótimas piadas desperdiçadas em momentos errados, cenas curtíssimas e picotadas, atores mal utilizados… Posso continuar. Ainda assim, consegui dar boas risadas. O timing cômico de Will Arnett, Christina Applegate e Maya Rudolph é impecável, mesmo trabalhando com um roteiro retalhado e desconjuntado. No entanto, não culpo Spivey. Só posso imaginar a dificuldade de apresentar uma trama que possa durar vários anos em pouco mais de vinte minutos. E outra, Lorney disse sim, é sim aqui também.
Não me entendam mal, continuarei acompanhando as aventuras de Reagan, Chris e sua jornada com a bebê Amy, mas devemos concordar que esse piloto falhou. Independente do roteiro, Arnett e Applegate conseguiram realmente me convencer que são um casal. Acho que nem preciso entrar no assunto com Maya Rudolph, que trouxe as melhores partes de todas as personificações que fazia em SNL (Oprah, Tina Turner, Donatella Versace, Diana Ross, Whitney Huston e outras) para criar Ava.
Então continuemos com Up All Night, que promete ser um milhão de vezes melhor nos episódios que vem por aí.