
Com muito esforço, V chega ao fim de sua primeira temporada.
Spoilers abaixo!
Eu sei, eu sei, essa review deveria ter saído há algum tempo e os motivos para esse atraso são óbvios para quem tem uma noção mesmo que básica do mundo dos seriados e de gerenciamento de tempo, mas como sempre aparece alguém que não se lembra disso, eu vou repetir:
1) Maio é um mês agitado. Entre o fim de Lost – que você gostando ou não, tem que admitir que é o maior evento televisivo do ano -, a cobertura dos upfronts, a lista de fim de temporada e compromissos pessoais, não arrumei tempo para assistir uma série pela qual eu…
2) Não me importo mais. Sei que V vem melhorando, porém, não tem sido o suficiente para gerar grande interesse, tanto meu, quanto de vocês.
E o que eu vi durante essas duas horas finais, foi uma sucessão de cenas que só denotavam o nível absurdo da falta de senso na sala dos roteiristas. Adoraria que essa fosse uma diversão escapista, com tiros, adrenalina e só uma pequena pitada de conspiração. Também adoraria que ela fosse séria, intrigante e que gerasse teorias, mas como um meio termo entre essas duas coisas, a única emoção que V consegue passar é ódio, das tramas bobas, de algumas atuações pífias e de um conjunto de personagens que mesmo aparentemente agradáveis, não poderiam ser mais burros e unidimensionais. Talvez você sinta que o desenvolvimento a conta gotas seja positivo, o que é uma percepção extraordinária que eu gostaria de compartilhar, mas como pessoa e crítico, eu não consigo me afeiçoar a V e suas histórias tão justificáveis quanto desconexas.
Tomemos como exemplo o season finale, Red Sky. Esse episódio poderia ter sido exibido há algumas semanas e eu nem sentiria a diferença, pois não há mínima construção de história e/ou fio condutor dentro da temporada. Até os ápices dramáticos, que a série tem que pagar com elementos funcionais da narrativa para alcançar, se tornam fracos, fúteis. Não temos um senso do que aqueles personagens querem, de quem eles gostam, de até onde eles iriam e etc. Então a partir daí a história trai a si mesma, o dominó mal posicionado no começo da linha faz todos os outros caírem em lugares errados e quando conseguimos recuperar a calma e obsvervar a imagem que se formou, tudo que fica aos olhos é algo feio, que mesmo com momentos certos, não se sustenta.
Não é que eu esteja implicando com V ou coisa do tipo, não. Eu adoraria poder assistir a série e gostar, mas essa marca registrada de dar um passo pra frente e dois passos para trás durante doze semanas, não é para mim. O meu interesse por ela foi gradativamente acabando e cheguei ao ponto de não me importar, seja por Anna e o seu luto vermelho pelos soldados mortos, ou pela menor resistência da história das resistências e suas pequenas vitórias.
E você, leitor que provavelmente nem se lembrava que V existia até esse post aparecer, o que achou dos episódios?
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